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Conheça a comunidade brasileira onde vivem somente mulheres

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Mais de 600 mulheres vivem na comunidade de Noiva do Cordeiro, em Belo Vale, a cerca de cem quilômetros de Belo Horizonte. A maioria delas está na faixa etária entre 20 e 35 anos de idade.

Elas têm um convite para potenciais pretendentes. Mas não comece a fazer as malas ainda, pois os homens interessados têm de estar dispostos a viver de acordo com as regras femininas no local.

Algumas das mulheres de Noiva de Cordeiro já são casadas e têm famílias, mas seus maridos e quaisquer filhos com mais de 18 anos são ordenados a trabalhar fora de casa, e apenas autorizados a voltar nos fins de semana.

Isso significa que o poder feminino impera na comunidade rural, com mulheres no comando de todos os aspectos da vida, desde a agricultura, planejamento urbano e até mesmo na religião.

Conheça a comunidade brasileira onde vivem só mulheres

Comunidade Noiva do Cordeiro, de Minas Gerais, possuiu mais de 600 mulheres que fazem apelo para os solteiros dispostos a viver de acordo com as regras femininas do local.

“Há muitas coisas que as mulheres fazem melhor que os homens. Nossa comunidade é mais bonita, mais organizada, e muito mais harmoniosa do que se os homens estivessem no comando,” disse Rosale Fernandes, de 49 anos.

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“Aqui, os únicos homens que as moças solteiras atendem são casados ou relacionados a nós, como primos por exemplo. Eu não beijo um homem por um longo tempo. Nós todas sonhamos nos apaixonar e nos casar. Mas nós gostamos de viver aqui e não queremos ter que deixar a comunidade para encontrar um marido,” disse Nelma Fernandes, de 23 anos.


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Noiva do Cordeiro nasceu nas colinas, perto de Belo Vale, em Minas Gerais, depois que a fundadora, Maria Senhorinha de Lima, foi marcada como uma adúltera, após abandonar um homem com quem ela tinha sido forçada a se casar.

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Evitada por parte da população local, ela e outras mulheres posteriormente passaram a viver desprezadas, sendo tratadas como pessoas fáceis, levando-as a se isolarem do mundo exterior.

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Em 1940, um pastor evangélico, Anísio Pereira, tomou uma das mulheres, com 16 anos, para ser sua esposa e fundou uma igreja na comunidade.

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No entanto, ele passou a impor regras rígidas puritanas, proibindo-as de beber álcool, ouvir música, cortar o cabelo ou usar qualquer tipo de anticoncepcional.

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Quando Anísio morreu, em 1995, as mulheres decidiram nunca mais deixar que um homem ditasse como deveriam viver. E uma das primeiras coisas que fizeram foi desmontar a religião tendenciosamente masculina que ele havia criado.

Fonte: Daily Mail

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