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9 catástrofes naturais previstas para acontecer nos próximos anos

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Notícias de furacões, tempestades avassaladoras, tornados, terremotos e outros desastres naturais ocorrem a cada ano. Mas apesar do susto que causam na civilização, algumas destas catástrofes são previstas com certa antecedência.

Algumas regiões do mundo são mais propícias a sofrerem com os desastres naturais. No Brasil, a seca, enchentes durante algumas épocas do ano e inundações são recorrentes e causam muito dor a diversas famílias.

Cientistas especializados em catástrofes naturais têm previsto grandes tempestades e ocorrências diversas há séculos. Abaixo é possível encontrar 9 desses desastres que podem ocorrer a qualquer momento nos próximos anos.

Confira:

9. Incêndios florestais – EUA, entre 2015 e 2050

Catástrofes naturais previstas para acontecer nos próximos anos

Notícias de furacões, tempestades avassaladoras, tornados, terremotos e outros desastres naturais ocorrem a cada ano. Algumas destas catástrofes são previstas anteriormente.

Cientistas ambientais da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas (SEAS) de Harvard acreditam que, até o anos de 2050, incêndios sazonais que ocorrem nos EUA irão ter duração de três semanas a mais.

Além disso, eles irão produzir duas vezes mais fumaça e queimarão uma área ainda maior a cada ano.

O Instituto Norte-Americano de Pesquisa Geológica e o Serviço Florestal dos EUA registrou que, desde 1999, a área queimada por incêndios florestais no país triplicou de 2,2 milhões para 6,4 milhões por ano.

A mudança climática gradual, que vem elevando a temperatura da Terra, é o principal fator para contribuir para este aumento.

8. Megaterremoto – Chile, entre 2015 e 2065

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No dia 1 de abril de 2014, um terremoto de magnitude 8,2 ocorreu a 97 km da costa noroeste do Chile, próximo a cidade de Iquique. Ele causou deslizamentos de terra e um tsunami que atingiu a costa do país.

O terremoto criou a possibilidade de um segundo terremoto, ainda maior, atingir o Chile num futuro próximo. A localização do tremor seria o principal motivo.

O terremoto de Iquique ocorreu em uma zona de subducção, onde a placa tectônica de Nazca está mergulhada debaixo de outra, a Placa Sul-Americana.

Esta zona de subducção se encontra dentro do “Anel de Fogo”, um arco no Pacífico que contém 75% dos vulcões ativos do mundo.

Quando uma placa tectônica se desloca sob outras, as falhas podem ser submetidas a grandes quantidades de estresse. Qualquer liberação de tensão gera atividade sísmica – os terremotos.

Aquele ocorrido em abril de 2014 foi considerado um “megaterremoto”gerado pela liberação de tensão de uma zona de subducção. Somente 33% da tensão na falha foi aliviada, o que significa que o restante pode ser dispensado nos próximos anos.

7. Terremoto gêmeo – Japão, 2017

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O sismólogo e professor emérito de geologia submarina na Universidade de Ryukyus, Masaaki Kimura, prevê um terremoto de magnitude 9,0, semelhante ao terremoto de Tohoku, ocorrido em 2011. Este próximo deve acontecer no país em 2017.

Em 2011, o terremoto atingiu Tohoku a 372 km da costa nordeste de Tóquio e criou um tsunami com ondas de 9 metros de altura. Kimura garante ter previsto o desastre quatro anos antes, mas teria tido suas previsões e evidências ignoradas pelo Congresso de Ciência do Pacífico.

Suas hipóteses se baseiam em seu conceito de “olhos de terremoto”, regiões que têm pequenos e diversos terremotos que são ignorados.

O Terremoto gêmeo também causaria um tsunami semelhante ao ocorrido em 2011.

6. Erupção do Monte Fuji – Japão, entre 2015 e 2053

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Após o terremoto de Tohoku, a massa terrestre japonesa foi alterada. Com isso, 20 dos 110 vulcões ativos no país mostraram aumento da atividade sísmica, fazendo com que cientistas acreditem que um deles possa entrar em erupção a qualquer momento.

A Agência Meteorológica japonesa monitora a atividade sísmica e vulcões ativos no país, e considera que dos 110 existentes, 47 são considerados ativos.

Os cálculos mostram que o Japão tenha uma grande atividade vulcânica a cada 38 anos. Atualmente, 15 eventos vulcânicos ocorreram anualmente.

O Monte Fuji, o mais alto vulcão do país com 3.773 metro de altura faz parte da lista entre os susceptíveis a entrarem em erupção. Ele está localizado a apenas 100 km de Tóquio, o que obrigaria 750 mil pessoas a evacuarem a cidade rapidamente caso ele entrasse em erupção. A cidade provavelmente ficaria coberta de cinzas.

5. Terremoto e tsunami – Oregon, entre 2015 e 2065

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A Comissão Consultiva de Política de Segurança Sísmica de Oregon, nos EUA, prevê um terremoto de magnitude entre 8 e 9. Ele iria gerar um tsunami ao largo da costa do estado de Oregon.

A maior dúvida é sobre quando isso iria ocorrer. A previsão é de que a catástrofe possa acontecer em qualquer momento nos próximos 50 anos.

A fonte do terremoto seria a zona de subducção de Cascadia, uma rachadura de 1.287 km a 97 km da costa de Oregon. As placas tectônicas continentais de Juan de Fuca e Norte-Americana criam esta zona de subducção, a qual é considerada a mais silenciosa do mundo.

Cientistas acreditam que ela esconda um dos maiores eventos sísmicos do século. A ocorrência está prevista desde 2010.

A Comissão alega, agora, que a catástrofe vai ocorrer inevitavelmente. O terremoto seguido do tsunami pode matar mais de 10 mil pessoas, e provavelmente dividiria a Costa Oeste do país. Os danos podem gerar 32 bilhões em prejuízos materiais.

4. Cidades submersas na Costa Leste – EUA, entre 2050 e 2100

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O furacão Sandy, ocorrido em outubro de 2012, deixou diversas cidades debaixo d`água. Considerada uma tempestade rara que só ocorreria uma vez a cada 700 anos, elas pode surgir novamente muito antes da média prevista.

A tendência devido ao nível do mar atualmente é de que a costa leste dos EUA pode ter algumas cidades debaixo d`água já em 2050.

Um estudo de 2012 realizado por John Boon, professor emérito do Instituto de Ciência Marinha de Virgínia, mostra que mudanças significativas no nível do mar ao longo da costa leste de Key West, na Flórida, até Newfoundland, no Canadá, começaram por volta do ano de 1987.

O nível do mar estaria aumentando 0,3 milímetros por ano.

Outro estudo, realizado por cientistas do estado da Flórida, constatou que o nível do mar na costa leste está aumentando três ou quatro vezes mais rápido que em qualquer outro lugar do mundo.

As zonas costeiras a nordeste dos EUA são consideradas como tendo o maior risco. Zonas costeiras em locais como Nova York podem ser inundadas em 2050. O nível do mar em Nova York deve aumentar 79 centímetros até esse ano, deixando 25% da cidade em perigo.

Cerca de 800 mil pessoas vivem na zona alvo de inundações.

Até 2050, 97% das usinas da cidade estarão na região. Por conta disso, o ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, propôs um sistema de inundação de 20 bilhões de dólares para a cidade em 2013, antes de deixar o cargo. A ideia, porém, não foi levada adiante.

3. Maior tsunami da história – Caribe, data desconhecida

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Para quem se assustou com os prováveis desastres mostrados acima, saiba que outros ainda piores podem ocorrer.

Simon Day, da University College of London, e Steven Ward, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, preveem que o vulcão Cumbre Vieja, localizado nas Ilhas Canárias, entre em erupção e crie o maior tsunami da história.

Day e Ward lançaram em 2001 um artigo levantando a hipótese de que uma ruptura na estrutura do vulcão tenha ocorrido durante sua erupção. Isso teria feito com que o lado esquerdo tenha se tornado particularmente mais instável.

Caso entre em erupção novamente, o lado esquerdo do Cumbre Vieja se transformaria em um deslizamento de terra capaz de gerar o maior tsunami da história da humanidade.

A onda monstruosa avançaria a 800 km/hora, com 100 metros de altura em seu primeiro impacto com a terra. Nove horas após ser criado chegaria à Flórida.

Tsunamis atingiriam locais diversos, como Inglaterra, Flórida e Caribe.

Esta seria a pior situação possível caso o vulcão entre em erupção. O mais provável é que toda a massa de terra não caia no mar de uma só vez.

Um deslizamento de terra mais fragmentada poderia não causar um tsunami recorde.

2. Terremoto “Big One” – Califórnia,entre 2015 e 2045

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O Serviço Geológico dos EUA aumentou a probabilidade de um terremoto de magnitude 8 ou superior atingir a Califórnia nas próximas décadas. Chamado de “Big One”, ele tem chances de 7% de ocorrer nos próximos 30 anos.

Chances de que ocorra um terremoto com magnitude entre 6,5 e 7 pontos sobe para 30%.

A causa mais provável par que ocorra seria uma ruptura na falha de San Andreas, que vai do interior do sul da Califórnia até Los Angeles. Há especulações quanto a falha ser o epicentro do tremor.

Alguns relatórios especificam que o terremoto vai se originar da falha de Hayward, próxima a área da baía de San Francisco.

Independentemente de onde ele surja, a expectativa não é nada agradável. Ele seria capaz de devastar toda a Califórnia e outras partes da Costa Oeste dos EUA.

300 cientistas criaram um “cenário realista de crise”, usado para o planejamento de emergência. Ele detalha a ocorrência e os danos do terremoto através de projeções de computadores baseadas em dados históricos.

O Big One iria produzir ondas de choque que viajariam a 11,6 mil km/h, o que iria danificar de forma brutal as principais rodovias e prédios. Os incêndios seriam outro grave problema decorrente desse terremoto.

1. Grande tempestade solar – entre 2015 e 2025

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O maior desastre natural, que pode afetar nosso planeta em dez anos, nasce do sol.

O sol possui um ciclo de atividade, o que significa que sofra com diminuição ou aumento da atividade, como erupções solares e manchas solares, dependendo do seu tempo em um ciclo particular.

A grande e mais recente explosão solar ocorreu em julho de 2012, quando uma ejeção de massa coronal (EMC) passou pela órbita da Terra e acertou a estação espacial STEREO-A.

As tempestades solares normalmente têm uma labareda solar, altíssimos níveis de radiação UV, partículas energéticas que destroem os componentes eletrônicos cruciais de satélites e diversas outras EMCs.

A labareda solar de 2012 atingiu a estação espacial. Por sorte, uma semana de diferença evitou que atingisse a Terra.

Num futuro próximo essa sorte pode não ocorrer. O cientista do Instituto de Ciência Preditiva, Pete Riley, analisou os registros de tempestades solares dos últimos 50 anos.

De acordo com seus cálculos há uma chance de 12% de uma grande tempestade solar atingir o nosso planeta até 2025.

Caso isso aconteça, os sistemas de rádio, GPS e comunicação por satélite seria potencialmente afetados. Milhões de produtos eletrônicos em todo o mundo sofreriam com o desastre.

Redes de energia também seriam afetadas devido à sobretensão provocada pelas partículas energéticas. Isso acarretaria possíveis apagões em todo o planeta, semelhante ao que ocorreu em Quebec, no ano de 1989.

O primeiro ano do impacto acarretaria custos avaliados entre 1 e 2 trilhões de dólares. Uma recuperação completa poderia demorar entre 4 e 10 anos.

Segundo o escritório de previsão do Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA, mesmo que ocorra, ela pode não ser tão impactante como alguns preveem.

As previsões citadas acima seria referente ao pior ponto de vista possível nessa situação. Grandes empresas de energia e serviços de emergência estão cientes dos efeitos da atividade solar e investem para se defender de possíveis catástrofes.

Fonte: Hypescience

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