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Câmara paga assinatura de canal com conteúdo voltado para adultos a deputados

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Novamente um gasto questionável de recursos públicos veio à tona. Pelo menos três deputados aproveitaram as benesses da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), que permite usar produtos e serviços necessários para o mandato.

Eles contrataram pacotes especiais de TV fechada, com mais de cem canais, instalados nos gabinetes e até nas casas dos parlamentares.

Isso poderia até ser explicado por interesse em noticiário ou programas culturais, mas um boleto de TV por assinatura mostra que eles utilizaram pacotes de campeonatos de futebol e até mesmo canais com conteúdos voltados para o público adulto – e tudo com o dinheiro do contribuinte.

Câmara paga canal com conteúdo adultos a deputados

Parlamentares contrataram pacotes de TV por assinatura que incluem canais com conteúdos voltados para adultos.

O Congresso em Foco teve acesso às faturas de TV fechada, a partir de três deputados: Flaviano Melo (PMDB-AC), José Airton (PT-CE) e Renato Molling (PP-RS). Ambos contrataram pacotes especiais.

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Houve ainda compra de filmes e campeonatos de futebol no sistema pay-per-view (pague para ver).

O benefício é recebido pelo chamado “cotão”, que se trata da Ceap, uma verba multiuso destinada ao pagamento de várias despesas, como passagens aéreas, combustíveis, e até aluguel de veículos.

Usando a cota a Câmara e o Senado gastam anualmente 253 milhões de reais.

A Câmara e o Senado fazem análise somente de aspectos referentes à regularidade fiscal e contábil das prestações de contas dos parlamentares, para assim autorizar o ressarcimentos das despesas.

A Câmara e o Senado fazem análise apenas dos aspectos relativos à regularidade fiscal e contábil das prestações de contas dos parlamentares. Dessa maneira podem autorizar o ressarcimento das despesas, mas examinam apenas se o serviço é contemplado pelo cotão.

A verba é “destinada a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar”. Entre as descrições de serviços e produtos informados como necessários, encontra-se a TV a cabo ou “similar”, sem restrições de canal ou programação. Isso acaba validando a utilização dos canais, mas, por outro lado, não é considerado como gasto ético.

Fonte: Congresso em Foco

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