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Homem com fobia a aranhas cura medo após remover parte de seu cérebro

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Um homem que teve parte de seu cérebro removida para tratar de convulsões acabou se curando do seu medo de aranhas.

O rapaz de 44 anos, que não teve nome divulgado, teve parte do cérebro removida após sofrer de convulsões constantes.

Um exame cerebral revelou que sua amígdala esquerda – a área do cérebro envolvida em reações emocionais – foi danificada. Os testes mostraram que ele sofria de uma condição rara chamada encefalite granulomatosa, o que prejudica os pulmões, a pele e o cérebro.

Com isso os médicos decidiram operar para remover a amígdala danificada. Logo após a cirurgia, o homem notou que havia desenvolvido uma aversão à música, reação especialmente forte quando ouvia um anúncio de TV em particular.

Homem com fobia a aranhas cura medo após remover parte de seu cérebro

Homem que sofria com aracnofobia, paralisando o corpo pelo medo de aranhas, curou o trauma ao retirar parte de seu cérebro.

Depois que a aversão à música foi controlada, ele também notou que não estava mais sofrendo de um medo paralisante de aranhas, que convivia a vida toda.


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Antes da operação, a aracnofobia do rapaz o fazia jogar spray de cabelo ou acertar as aranhas com bolas de tênis, com medo de se aproximar delas. Agora ele consegue até tocar nas aranhas, e as julga como fascinantes.

Dr. Nick Medford, de Brighton e da escola Sussex Medical, disse que era provável que a fobia foi “removida” quando parte do cérebro do homem foi cortada, porque temos dois tipos diferentes de respostas de medo.

“É como quando você vê uma cobra e salta para trás em alarme, mas quando você olha para trás, você percebe que é apenas um pedaço de pau”, disse Helen Thomson, jornalista da New Scientist, que publicou o artigo.

“Essa é a sua resposta de pânico rápida e suja: não é muito precisa, mas é necessária para a sobrevivência básica. E depois há o temor-avaliação mais nuançada que leva mais tempo a processar, mas é mais preciso,” completa.

No caso deste homem em particular, alguns dos caminhos no cérebro relacionados com a primeira resposta do tipo pânico, foram destruídos quando a amígdala foi removida, enquanto as partes responsáveis pelo medo-resposta mais matizadas foram deixadas intactas.

Fonte: Daily Mail

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